CurtasCrec


teia-final-450Existem hoje espalhados por todo o Brasil, centenas ou talvez milhares de cineclubes que como o cREc defendem que o direito à cultura; às identidades e diversidades culturais; à fruição e acesso aos bens culturais; aos instrumentos e tecnologias de formação, informação e  comunicação; enfim, à participação no processo civilizatório, se inscrevem no rol dos direitos fundamentais do homem e devem ser garantidos a todos através de legislações específicas.

Filmes São Feitos Para Serem Vistos

A luta pela universalização destes direitos é hoje a idéia central que move e anima não só o movimento cineclubista brasileiro, mas o cineclubismo mundial, do qual participam milhares de outros cineclubes, espalhados por mais de 70 países em todos os hemisférios da terra.

Totalmente desarticulado no final da década dos anos de 1980, o movimento cineclubista brasileiro iníciou sua reorganização no ano de 2003, por iniciativa de Leopoldo Nunes, um grupo de não mais que uma dezena de cineclubistas resolveu aceitar o desafio e na 24 Jornada Nacional de Cineclubes realizada no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro elegeu uma Comissão Nacional de Rearticulação com a participação de cineclubistas de apenas 7 estados brasileiros e decidiu o CreC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos e o Centro Cineclubista de São Paulo seriam as entidades responsáveis pela organização de uma Pré-Jornada  – em Rio Claro – e da 25 Jornada Nacional de Cineclubes, em São Paulo. Prazos e datas foram definidos.

Quatro meses depois, já em 2005, acontece em Rio Claro, uma das mais memoráveis Pré-Jornada Nacional de Cineclubes já realizada pelo CNC. Foram mais de 150 cineclubistas – 20 estados, debatendo, planejando, divergindo e convergindo, e finalmente deliberando sobre temário e organização da Jornada que marcou o inicío refundação do CNC e da rearticulação nacional do movimento cineclubista brasileiro.

iberotvNo mesmo período, Rio Claro sedia também o I Encontro Ibero Americano de Cineclubes , marco inicial da rearticulação do CNC com a FiCC – Federação Internacional de Cineclubes e da reinserção do cineclubismo brasileiro no movimento cineclubista internacional.

De lá para cá, muita água rolou. Muitos foram os obstáculos. As dificuldades. E os desafios que tiveram que ser enfrentados. Tivemos que como fenix renascer das cinzas. Mas como ela renascemos mais fortes do que nunca e conquistamos o mundo. Hoje, em reconhecimento ao formidável processo de ampliação e fortalecimento experimentado pelo cineclubismo nestes últimos oito anos e ao nosso protagonismo internacional, pela primeira vez na história do cineclubismo global, um brasileiro, Antonio Claudino de Jesus, ocupa a presidência da FICC – Federação Internacional de Cineclubes.

Neste processo, talvez como nenhum outro cineclube brasileiro, o CreC tenha desempenhado um protagonismo fundamental ao apoiar e organizar em parceria com o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e a FICC – Federação Internacional de Cineclubes, alguns dos principais e mais significativos eventos de caráter nacional e internacional realizados nos últimos anos.

Nesta primeira edição do CurtasCreC Blue Film Festival o CreC reafirma seus compromissos com o cineclubismo brasileiro, ibero americano e mundial.

Esperamos que o festival proporcione momentos de reflexão e debate, e resulte na reafirmação de nossos consensos e numa agenda de ações coletivas voltadas a ampliar ainda mais a Campanha Pelos Direitos do Público.

Celebraremos novamente nosso o respeito e tolerância às diversas identidades e diversidades culturais, organizando e exibindo duas mostras paralelas. Nossas Américas e Nação Cineclube Doc que apresentaram ao público produções realizadas em todos os países e regiões brasileiras representadas.

Em defesa dos Direitos do Público é que o CreC defende uma urgente e inadiável revisão da Lei de Direito Autoral brasileira. Uma revisão capaz de aperfeiçoar e garantir não só os inalienáveis direitos do autor. Que leve em conta os impactos provocados pelas novas tecnologias. Modernizante e em sintonia com estes novos tempos que vivemos. E que ofereça garantias ao pleno exercício dos direitos coletivos, também previstos na atual constituição brasileira.

Estamos certos de que os direitos de autor e os direitos coletivos não são conflitantes. Esse é o sentido da nossa luta mundial pelos Direitos do Público. Defendemos que tais direitos são fundamentais e inalienáveis. E que através do equilíbrio e harmonização de interesses seremos capazes que promover um processo civilizatório realmente humano. Cultural, social, economicamente justo e sustentável. Que renove esperanças na humanidade do homem.

Bem vindos ao CurtasCreC Blue Film Festival. Aqui, a gente se vê!

João Baptista Pimentel Neto
Presidente do CreC

O PÚBLICO SOMOS NÓS!

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